Angola winds of hope

0
127

The People’s Movement for the Liberation of Angola (MPLA), Angola’s ruling party has won the elections held last Wednesday, nevertheless with a less significant majority, having lost 25 National Assembly seats to opposition.

In contrast from previous voting, these elections bring a new leader to run the country, a significant change after 38 years Eduardo dos Santos rule.

The new Angolan President, the 63 year old defence minister and MPLA party veteran Joao Lourenco, was barely 20 years old when the country became independent was brought up during a period of merciless hostilities, turned out to be a respected war veteran and the ruling party most influential member.

The Angolan economy, Sub-Saharan Africa’s third-largest financial and political stability are particularly important for Portugal and for the 100 thousand plus Portuguese living in Angola.

The relationship between Portugal and Angola is largely based in the common history of both countries in cultural, linguistic and blood ties.

Although the most lucrative business in the Angolan economy, like oil and structural networks  are controlled by large transnational American, Brazilian, Chinese and French groups, the Portuguese presence in Angola  performs the role  of middleman with the rest of  the world, with the  language performing the vital communication link  in the  financial and judiciary matters.

About seven years ago, when Portugal faced a serious economic crisis and growing unemployment, the Angolan booming economy, when peace was established in 2002, was a preferred destination for portuguese immigration.

During that period it was estimated that about 350, 000 Portuguese citizens were living in Angola, which became, after France and Switzerland, the third largest source of remittances from Portuguese emigrants.

However the Angolan economy continuous dependence on oil for more than 90 percent of its export earnings was brought down by oil prices that have halved since 2014 and led to zero growth for 2016, rocketing inflation rate and a shortage of dollars.

The foreign currency problems had a negative effect on the thousands of Portuguese working in the country, which were not able to receive the wages in dollars or pay the bills in Portugal, with no option but to leave Angola.

Overdue payments that the Angolan government owed to Portuguese ten thousand firms operating in Angola caused the closure of more than half of these companies and the commerce between the two countries dropped from 4th to 8th position in the international trade rankings.

Notwithstanding the present circumstances the partnership between Angola, which was the worlds fastest growing economy from 2000-10, with Portugal continues to be mutually advantageous.

Some exports like wine have a privileged position in the Angolan market and play a crucial role in the Portuguese balance of payments.

The wealthy Angolans like the businesswoman Isabel dos Santos ,the daughter of the former President, considered to be the richest woman in Africa, with a  net worth of 3.5 billion USD ,continue to invest heavily in Portugal ‘s banking, property, energy and multimedia sectors.

Angola has to diversify the economy and look at mining and agriculture to lessen the dependence in oil.

According to a spokesman of the Portuguese Angolan Chamber of Commerce, who said last week after these elections,  that  Angola  has so much economic potential that ” just doing 20 percent of the right things, the right way would be sufficient to take the country back to economic recovery.”

The new Angolan leadership of Joao Lourenco made the fight against corruption and poverty the centrepiece of his campaign.

That sounds excellent news for the Portuguese firms and compatriots working in Angola.

 

……………………………………………………………………………………………………………….

Angola ventos de esperança

O partido Movimento de Libertação dos Povos de Angola, MPLA ,venceu as eleições presidenciais realizadas da semana passada, embora com uma maioria mais reduzida pela perda de 25 lugares na Assembleia da Republica .

O fato mais importante foi contudo a eleição de um novo Presidente para o país ,o General João Lourenço ,até recentemente Ministro da Defesa e uma das figuras mais influentes dos escalões superiores do partido MPLA , terminando assim 38 anos de governação de Eduardo dos Santos.

A importante mudança não só poderá ter profundos reflexos no futuro do país ,como também para Portugal ,que mesmo depois da era colonial ,continua a ter fortes  laços de parceria com Angola.

Embora não tenha a influencia  financeira das multinacionais americanas ,brasileiras  chinesas ou  francesas, que operam na exploração do petróleo e em grandes projetos infraestruturais , Portugal constitui um valioso parceiro no sector bancário ,jurídico e da subcontratação, por motivo da língua portuguesa ser o veiculo de comunicação com o resto do mundo.

Nos períodos de acentuada crise económica Angola continua ser os destino preferencial dos portuguese, que procuram  trabalho e oportunidades de investimento no estrangeiro.

A presença Portuguesa  em Angola atingiu ,na década que se  seguiu ao termo da guerra civil  de 2002, a dimensão cerca de 350 mil compatriotas, com o envio de economias dos emigrantes portuguêses ser o terceiro no mundo ,a seguir à França e à Suíça.

O vinho português, tão popularizado em Angola ,constitui  no ramo das exportações um fator essencial para a  balança de pagamentos de Lisboa.

Em contrapartida, a elite financeira Angola também considera Portugal como destino preferencial para os seus investimentos ,nomeadamente Isabel dos Santos ,a mais rica mulher de África, filha do Ex Presidente Eduardo dos Santos ,cuja fortuna está estimada em 3.5 biliões de dólares , com sólido controle de empreendimentos portugueses na banca ,energia ,comunicações multimédia e na imobiliária

A partir de 2014, a queda dos preço do petróleo para metade , gerou a falta de moeda externa  para pagar às firmas e aos trabalhadores portuguese

Depois do êxodo verificado como reflexo dos preços do petróleo ,estima-se  que atualmente trabalhem em Angola  cerca de 100 mil portugueses, ao mesmo tempo que o número das 10 mil empresas portuguesas que exportavam para , ou operavam em Angola , tenha reduzido para metade , baixando  Portugal de 4ª para 8ª posição no “ranking “  de  trocas comerciais entre Angola e o estrageiro.

A importante viragem politica ,agora verificada , poderá trazer mudanças para Angola ,principalmente porque  João Lourenço fez de estandarte da sua campanha eleitoral o combate à corrupção e a melhoria da  justiça social. .

O momento pode ser muito importante para abrir novos rumos ao país, se houver boa governação ,menor dependência do petróleo e  diversificação para a agricultura e exploração mineira .

Portugal observa atentamente o evoluir a da situação como parceiro interessado no progresso da economia de Angola.

Jay Fernandes
Master’s Degree G. Ph. from the University of Lisbon. Academic and teacher. Television , radio and press reporter / commentator

LEAVE A REPLY