Banif Victims Want To Change The Rules

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The Association of Victims of Banif, ALBOA, delivered last week, in the Portuguese Parliament, a petition signed by more than 4,000 people asking to be created better investor protection mechanisms for clients who do not understand bank and financial products.

The key issue of the document is that many investors do not fully comprehend  the type of financial products they are investing and the risk involved .

We transcribe segments of the ALBOA document, stating that in the final stages of instability of Banif there was a very strong drive to sell several financial products to new and existing customers with the promise of better interest returns, which in the end “was catastrophic to unqualified investors”.

The sales drive, especially in Madeira and the Azores areas where Banif was very strong, “resulting that there were few Madeira clients who didn’t buy a small basket of stocks” and”in Azores where the salesmen went to the fields to sell to farmers  as they were preparing  the cattle for day work “.

The association representing customers who feel harmed by Banif closure, sets a criteria to be classified as qualified investor: “having made transactions with a significant volume in the market, with an average frequency of 10 per quarter over the previous four quarters; dispose of a portfolio of financial instruments, including cash deposits exceeding 500,000 euros”.

In addition, defend the signatories, there should be a document where “the customer expressly assumes the will of this characterization in terms of investor”.

Another of the proposals of the petition promoted by Balboa is that banks be prohibited from putting together unqualified investors securities issued by entities with which this Bank has a relationship, in particular issued by entities that are part of the Group of this bank.

There is also the demand for the creation  of a new entity to take over the discussion of disputes between private individuals, financial institutions and issuers of financial products and that, in the case of banks, these are even required to participate in conflict resolution in this entity whenever you sell financial products to an unskilled investor.

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A Associação dos Lesados do Banif (ALBOA) entregou na semana passada no Parlamento Português um documento com 4000 assinaturas pedindo a criação de legislação para proteger “investidores não qualificados”.

O conceito de “investidores não qualificados” refere-se a cidadãos que aplicam as suas poupanças em produtos bancários que não compreendem, nem se apercebem do risco de perder todo o  dinheiro que possuem  .

A venda de aplicações financeiras a quem não sabia identificar que tipo de investimentos  estavam a fazer  prejudicou  um elevado numero de cidadãos madeirenses  e açorianos.

Segundo a petição apresentada pela ALBOA à Assembleia da Republica Portuguesa, quando foi feita a recapitalização pública do banco em 2013, tal foi aproveitado pelos comerciais e estruturas [do Banif] para venda de produtos às pessoas, sobretudo na Madeira e nos Açores, regiões em que o Banif era muito forte, tendo sido “raros os madeirenses que não compraram um pequeno cabaz de ações”. Já “nos Açores os comerciais deslocavam-se aos campos para venderem obrigações (…) enquanto o agricultor arranjava o gado para os trabalhos do dia”.

A associação que representa os clientes que se sentem lesados pela resolução do Banif define mesmo os critérios para um investidor ser classificado como qualificado: “ter efetuado operações com um volume significativo no mercado, com uma frequência média de dez operações por trimestre, durante os últimos quatro trimestres; dispor de uma carteira de instrumentos financeiros, incluindo também depósitos em numerário que exceda 500 mil euros; prestar ou ter prestado funções no setor financeiro, durante pelo menos, um ano, em cargo que exija conhecimento dos serviços ou operações em causa”.

Jay Fernandes
Master’s Degree G. Ph. from the University of Lisbon. Academic and teacher. Television , radio and press reporter / commentator

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