Madeira takes centre stage in the history of South Africa

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Madeira takes centre stage in the history of South Africa

The French emperor Napoleon Bonaparte, during the war against England and its allies, invaded most of Europe, including Holland, which made Dutch overseas colonies vulnerable to French domination.

This development placed at risk the protection of India, the jewel of the Crown of the British Empire, and as consequence England decided to invade the Cape.

The aim was to prevent the French to control the maritime routes to the orient, where England, France and Holland had established valuable trading outposts.

In contrast with the victories of Napoleon armies in Europe the influence of French and Dutch in the Orient and in the Americas was diminishing, due to the resolute British offensive to achieve the domination of seas.

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The British fleet before the invasion of Cape Town. Painting by Thomas Whitcombe

The Cape colony, which was established in the early XVII century by the Dutch East India Company to provide supplies to their navy and merchant fleet in route to Batavia (Indonesia today), was one  of the places that gained strategic value for British expansionist policy.

The invasion of the Cape was planned as a top secret project, because England did not want to alert the French European naval blockade, with the movement of a large British fleet.

Therefore the ships that would participate in the invasion of the Cape left separately from several English ports and only in the open seas it was revealed that Madeira was their destination.

The island of Madeira was particularly well positioned in crossroads of naval and merchant ships of major colonial powers of the time.

The vessels concentrated in the deep anchorage of the Funchal harbour by late in 1085, and it was there that the troops were informed by the commanding officers, Commodore Riggs Popham and General David Baird, that their ultimate target was the Cape.

The briefing of the navy and army officers for the assault of the Cape took place in the fortress of Sao Tiago under the friendly hospitality of the Portuguese garrison.

Popahm was no stranger to Madeira having taken possession of the island in 1801 for about one year, when the hostilities against the French broke up in Europe.

Madeira would  be occupied again by England in 1807, when Napoleon troops invaded the Iberian Peninsula and the King Jon VI of Portugal and the royal family left for Brazil .

The British stayed in Madeira until the defeat of Napoleon Bonaparte, who called the island en route to exile in Santa Helena Island and, according to the tradition, he was offered a cask of Madeira wine alleviate his captivity.

The invasion of the Cape, a tactical operation that was initiated in Madeira and changed to South Africa forever, was documented by the cotemporary naval painter Thomas Withcombe, recording both the arrival of the fleet in Funchal and the Cape, in two canvas that fetched record prices in a recent Sotheby’s auction.


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Commodore Riggs Popham 68 gun Flagship “HMS Diadem” and the British Fleet arriving in Madeira 1805. Painting by Thomas Whitcombe

O Imperador francês Napoleão Bonaparte, em campanha contra a Inglaterra e seus aliados, tinham ocupado uma grande parte da Europa, incluindo a Holanda, tornando todas as possessões ultramarinas holandesas  vulneráveis ao domínio da França.

Essa eventualidade punha em causa a proteção da lucrativa exploração das riquezas da India, a joia da coroa das possessões britânicas.

Como consequência a Inglaterra decidiu apoderar-se do Cabo para impedir que os Franceses pudessem utilizar essa região para controlar as rotas marítimas do Oriente, onde a Inglaterra, a Holanda e a França tinham estabelecido importantes entrepostos mercantis.

Em contraste com as vitórias dos exércitos de Napoleão no continente europeu, o controle das possessões francesas e holandeses no Oriente e nas Américas entrava em declínio perante a crescente hegemonia britânica dos oceanos.

A província do Cabo,que era um território administrado pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, ganhava crescente valor para apoio logístico à politica Inglesa de domínio dos mares.

Para concretização do plano de ocupar o Cabo da Boa Esperança o Almirantado Britânico constituiu uma poderosa força naval, sendo os preparativos rodeados do maior sigilo para não alertar o bloqueio marítimo franco holandês.

Os navios partiram separadamente de diversos portos ingleses, sendo o destino só conhecido no alto mar quando os capitães abriram instruções para rumarem ao Arquipélago da Madeira.
Foi no Funchal ,em finais de 1805 ,que armada de sessenta e três navios de guerra e diversas embarcações de transporte de tropas, se reuniu sob o comando do Comodoro Riggs Popham e do General David Baird, para planear o assalto à Cidade do Cabo.

As reuniões do alto comando inglês teriam tomado lugar na fortaleza de São Tiago, onde os comandantes dos navios e das unidades do exército receberam as primeiras diretivas sobre a ordem de batalha para o assalto à cidade do Cabo.

A concentração de tão grande potencial náutico constituiu um episódio de profundas consequências para história da Africa do Sul e confirmou o valor Madeira nas prioridades estratégicas britânicas.

O próprio comandante da frota invasora, Riggs Popham, não era estranho à Madeira pois tinha comandado a ocupação da ilha em 1801, por cerca de um ano.

Devido às invasões francesas os ingleses viriam ainda reocupar o arquipélago a partir de 1807, por mais 11 anos , durante a permanência da família real Portuguesa no Brasil.
Os resultados da grande expedição militar que se concentrou na Madeira para invadir o Cabo são bem conhecidos.

Após decisiva batalha na Baía de Table View , a Inglaterra dominaria a resistência das forças holandesas e assumiria em Janeiro de 1806 o controle do que é hoje a Província do Cabo.

Jay Fernandes
Master’s Degree G. Ph. from the University of Lisbon. Academic and teacher. Television , radio and press reporter / commentator

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