LAND REFORM

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The British weekly publication “The Economist“ published last month an editorial on the theme of the South African land reform debate entitled “Don’t do as Mugabe did”. The patronising tone of the headline is rather deceiving because it gives the impression of disputing the merit of land reforms.

However, if you read further you find that it is an eye opener on this most important issue, prevailing over popular misconceptions, that land redistribution is the universal remedy and magic potion to solve South Africa plunging economy and unemployment.

Redistribution for people that were deprived of land in the worst years of apartheid has a solid moral ground.

Statistics indicate that the state owns or controls 25% of the South African land, but the process of redistribution or acquisition of private land has been slow, having achieved only 30% of its goals, after more than twenty years.

Many of the farms, that have been handed over have since failed because the new owners did not have the skills needed to run commercial farming.

In other instances the populations, that had been forcibly removed from their ancestral rural grounds during apartheid, did not want them back, preferring financial compensations.

According to the same Economist editorial “As much as 70% of 8 million hectares of land transferred by the state since the end of apartheid is now fallow.” (uncultivated or unproductive).

The same article elaborates further: “Land redistribution will work for those willing to go back to participate in an organized best technology and the best farm management. Otherwise this is a fruitless operation”.

Two thirds of South Africans now live in the cities, and they are not going back.

37% of South Africans are unemployed and indeed, according to 70 % of South Africans recently surveyed, unemployment is the country’s biggest worry, while a mere 2% said that farming is.

Farming is only about 2% of the South African economy, therefore the solution for job recovery will not happen by undermining the agriculture sector and food production.

The hard truths are that there is a migration to the cities of people that are attracted to more skilled job opportunities, education and overall quality of life for their families, that rural environment does not provide.

It’s a worldwide trend for all levels of civilization, independently of being developed nations or underdeveloped nations.

The fact that the future is urban is a reality that politicians cannot ignore and South African is not an exception.

Business friendly ANC leader and new President of South Africa, Cyril Ramaphosa, may value this standpoint and look at solutions from a viewpoint that the revitalization of the economy is in the diversification, industrialisation and successful commercial activity and, yes, land and home ownership, in the urban areas, where the real redistribution, conducive to get jobs for the unemployed, will have to take place.


 

Há poucas semanas o semanário britânico “Economist“ publicou um artigo com grande atualidade, intitulado “Não façam como Mugabe”.

O titulo poderá dar uma incorreta ideia do conteúdo e a errónea impressão de paternalismo.

Uma leitura atenta revela contudo interessantes revelações sobre matéria de redistribuição de terras, dissipando a panaceia de ser a “poção mágica” para resolver a questão do desemprego na África do Sul.

A redistribuição de terras é, sem duvida, um principio de incontestável justiça e força moral.

As estatísticas indicam que o estado sul africano é detentor ou controla cerca de 25 % das terras do país, muito embora a redistribuição e aquisição de propriedade privada para esse efeito tenha sido lenta, cumprindo apenas 30 % dos objetivos planeados, ao fim de mais de vinte anos do termo do apartheid.

A realidade é que muitas herdades que foram distribuídas fracassaram, porque o novos proprietários não possuíam experiencia para gerir agricultura comercial.

De acordo com a mesma editorial do “Economist” “70 % dos 8 milhões de hectares que foram distribuídos pelo estado desde o fim do apartheid estão incultivos e improdutivos.”

Supracitando a mesma fonte: “ a redistribuição de terras resulta se aqueles que estiverem dispostos a regressar aos campos participarem numa gestão da agricultura que seja organizada e tecnologicamente sustentada. De outro modo trata-se dum exercício fútil”.

Dois terços dos Sul Africanos vivem nas cidades, não mostrando intenção regressar ao campos, muito embora 37% da população da África do Sul esteja sem emprego.

De acordo com uma recente sondagem da opinião pública sul africana 70 % disseram que a maior prioridade do país era o desemprego, apenas 2 % disseram que era a distribuição de terras.

A agricultara contribui apenas 2% da economia, o que indica que recuperação de emprego não vai ter resposta no debelo da agricultura e da produção alimentar.

A realidade é que a migração para as cidades é um fenómeno universal, quando as populações procuram oportunidades de emprego especializado , mais fácil acesso à edução e saúde ,num todo uma melhoria da qualidade de vida ,que comparativamente os campos nunca poderão proporcionar.

O futuro está na crescente urbanização, realidade que políticos não deveriam ignorar e da qual Africa do Sul não é exceção.

Cyril Ramaphosa, o novo Presidente da República e leader máximo ANC ,com a experiencia empresário de sucesso e conhecedor destas realidades saberá que a revitalização das finanças do país,que terá lugar nos futuros anos, passa pela diversificação da economia, no sucesso do comércio e da industria e na entrega de títulos de propriedade e habitação nas áreas urbanas.

Jay Fernandes
Master’s Degree G. Ph. from the University of Lisbon. Academic and teacher. Television , radio and press reporter / commentator

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