Venezuela the drama of civil war

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Latest developments in Venezuela confirm that there is an open atmosphere of civil war.

Irreconcilable differences between the government and opposition parties were aggravated by the apparently fraudulent latest electoral process, promoted by the regime of president Maduro, which was refuted by the majority Venezuelan people and the international community.

The social and political instability has had strong negative influence in the economy, in the lives and future of the Portuguese community, including lusodesdendants and Venezuelan-born citizens of Portuguese ancestry or citizenship, which was estimated to be over 700.000 people, among the largest ethnic groups in the country.

Most of the Portuguese immigrants and lusodescendants living in Venezuela were involved in commercial activity, which has completely collapsed leaving them in most cases with no means of subsistence to buy essential items to survive.

Reports from members of the community, interviewed by Portuguese media this week, have revealed that many desperate people are resourcing to try to find food in rubbish bins and garbage dumps.

Both Portuguese central government and regional Government in Madeira are following what is happening with concern as the flow of compatriots leaving Venezuela is becoming an exodus of alarming proportions.

Between 3000-4000 Portuguese-Venezuelans, mostly located in Caracas, Valencia and Maracaibo, have already abandoned the South American country in turmoil and returned to their roots – most of them in Madeira.

Miguel de Albuquerque the President of the Regional Government of Madeira, confirmed that thousands of compatriots have arrived in the island since last year and that the trend is continuing.

The Executive President of Madeira has also announced that his government has created a specific department to deal with the Venezuelan crisis.

For the time being, the Portuguese authorities are hanging on the hope that most of the countrymen who have returned, have done so temporarily and that the majority of people will go back when the situation stabilizes.

Whatever the final outcome proves to be, the situation cannot be viewed as a regional problem, and  the central government in Lisbon will have to support those who have sought refuge in  Madeira as the  number of those  flying Venezuela  are expected to increase, as the problems in Venezuela go from bad to worse.

Whatever is proved right is the big question as Madeira authorities brace themselves for an extremely busy summer, to cope the current Venezuela migration, trying to provide financial assistance and  jobs for the most desperate refugees.

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Para grande consternação da comunidade portuguesa a situação na Venezuela atingiu  este mês a dimensão de plena guerra civil .

O clima de total colapso da economia já tinha causado graves prejuízos para os compatriotas que tinham fixado residência naquele pais sul americano mas agora, para alem das privações e carências de tudo, junta-se um clima de total insegurança e de medo generalizado  que está a obrigar os nosso compatriotas a  tudo abandonar e procurar abrigo nos países  vizinhos ou ao retorno ás origens da sua nacionalidade.

Compatriotas entrevistados pela comunicação social  portuguesa,  esta semana, revelam situações de assombrosa miséria, com os menos afortunados a rebuscar alimento nos monturos de desperdícios e nas  lixeiras, ao mesmo tempo que se vive  um dia a dia de insegurança e crescente numero de vitimas de mortais em  confrontos  entre o povo e as forcas militarizadas  governamentais .

O resultado  tem sido nos ultimos meses um verdadeiros êxodo e massiva migração sobre o qual  o Presidente do governo regional da madeira, Miguel de Albuquerque , se mostrou particularmente apreensivo.

Perante o caudal migratório de compatriotas que estão a fugir da Venezuela ,Miguel Albuquerque anunciou  que o governo regional  criou a constituição do gabinete de ‘Apoio ao Emigrante da Venezuela’.

O gabinete tem como objectivo “delinear e implementar uma estratégia transversal a todos os serviços da administração pública regional, por forma a constituir um canal privilegiado de comunicação entre aqueles serviços e todos os emigrantes madeirenses, e respectivas famílias, regressados daquele país”

Entretanto o Governo em Lisboa esta a sensibilizar  a comunidade europeia para mecanismos de apoio imediato a uma conjuntura que pode alcançar dimensões similares ao  período de descolonização portuguesa  da década de setenta.

Com efeito ,estima -se que duma comunidade que chegou a atingir mais de 700 mil compatriotas ,constituindo o maior segmento de expatriados do pais, cerca de 330 a 440 mil portuguese luso descendentes já terá abandonado  a Venezuela .

A primeira onda de retornados não terá sido tao visível, na medida em que esse segmento de emigrantes já possuía alternativas de recomeço de vida, quer no Continente, quer na Madeira, mas agora estão a chegar os que nada puderam trazer consigo e que procuram desesperadamente na Madeira emprego e apoio social para poderem sobreviver.

O Governo português continua acreditar que ,caso a situação se normalize , a curto ou médio prazo, se poderá verificar o regresso dos emigrados  à Venezuela.

É uma esperança que não tem resposta de momento, perante o atual cenário de grande incerteza que se vive quer na Venezuela e para os que já chegaram à Madeira ou às províncias do continente.

Jay Fernandes
Master’s Degree G. Ph. from the University of Lisbon. Academic and teacher. Television , radio and press reporter / commentator

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